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Atualmente o Ministério de Minas e Energia, a Companhia Paranaense de Eletricidade - COPEL, o Instituto Ambiental do Paraná - IAP e EMPREITEIRAS  trabalham nos bastidores para fazer valer megaconstruções de barragens no rio Tibagi, que passam ao largo dos interesses sociais e ambientais .  

Uma única grande barragem no Tibagi poderá aniquilar sua megabiodiversidade e causar graves problemas para as comunidades  locais.

Documentos fraudados, relatórios omissos e interesses políticos
acumulam uma rede de evidentes contradições, mas o setor elétrico, mesmo exposto,  tenta avançar.

A Frente para a Proteção do Rio Tibagi - FPRT foi formada por várias instituições públicas, de pesquisa e não governamentais para evitar este plano biocida.

Siga abaixo a história contendo documentos e imagens sobre a tentativa de destruição do rio Tibagi - o maior afluente do Paranapanema

 

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Em 1984 a COPEL concebe o aproveitamento hidrelétrico do rio Tibagi subestimando as graves conseqüências sociais e ambientais envolvidas.

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Em janeiro de1996 uma empresa é contrata pela COPEL para realizar estudos de impacto ambiental para duas grandes barragens no rio Tibagi: Projetos Jataizinho e Cebolão.

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Em 1997 os pesquisadores reconhecem os grandes  impactos sociais e ambientais dos projetos. As informações  vão ao público pelos jornais e televisão.

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Ante a evidência de que os impactos ambientais seriam omitidos os pesquisadores recomendam à empresa contratada pela COPEL a não alteração dos textos originais.

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Sem obter resposta os pesquisadores registram estudos em cartório. Mesmo assim, o EIA/RIMA de Jataizinho é falsificado e entregue ao IAP que é alertado pelos pesquisadores em seguida.

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Em agosto de 1997 é realizado na UEL o Seminário: Barragens X Biodiversidade, que resultou em um documento histórico para o rio Tibagi.

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Em setembro de 1997 pesquisadores denunciaram as falsificações e interferências da COPEL ao Ministério Público Estadual

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No final de 1997 foram contratados os estudos de impacto de outros  5 empreendimentos no Tibagi (Santa Branca, Telêmaco Borba, Mauá, Cebolão e São Jerônimo). Dois deles foram realizados  ilegalmente sem autorização do IBAMA .

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Em setembro de 1998 um inquérito policial é instalado a pedido do Ministério Público para investigar as falsificações do EIA/RIMA de Jataizinho.

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A COPEL aposta no licenciamento de São Jerônimo que é questionado na justiça. Após solicitação do IBAMA a COPEL contrata um estudo integrado que é tecnicamente rejeitado.

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Três ações populares e uma Ação Civil Pública buscam a suspensão da audiência pública que acaba sendo realizada na segunda tentativa.

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A COPEL não oferece as complementações solicitadas  nas audiências e o IBAMA arquiva os licenciamentos  do Tibagi. Seguem tramitando ações na justiça para provar a tentativa de fraude.

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Em 2002 a empreiteira CNEC engenharia busca um "caminho alternativo" para o licenciamento de barragens no rio Tibagi: o Instituto Ambiental do Paraná. O IAP (ainda no governo Lerner) solicita  a realização de Avaliação Ambiental Estratégica do projeto no rio Tibagi.

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Curiosamente, o Termo de Referência (conteúdo básico a ser incluído no estudo) foi produzido pelo próprio empreendedor (CNEC) e aceito pelo IAP.

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O órgão que gerencia os recursos hídricos do Estado do Paraná (SUDERHSA) ignora a Lei e se manifesta de forma irresponsável.

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Em junho de 2002 Liga Ambiental inicia o projeto Expedição pelo Tibagi, obtendo informações  inéditas e organizando mapeamentos e dados científicos sobre o rio Tibagi.

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Em agosto de 2002 a CNEC Engenharia contrata o estudo de impacto ambiental para o projeto Mauá e interrompe os estudos em seguida.

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Em janeiro de 2003 inicia o Governo Requião, que negocia com a então Ministra de Minas e Energia Dilma Roulssef a execução de grandes barragens no Tibagi.

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Em 11 de setembro de 2003 o IBAMA afirma no processo judicial movido pela Liga a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica para a bacia do Tibagi.

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O Governador Requião diz na imprensa que o modelo elétrico brasileiro prejudica o povo Paranaense. Na prática atualmente o governador está aceitando este modelo.

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Em 01 de maio de 2004 a Portaria emitida pelo IAP condiciona o licenciamento de hidrelétricas à Avaliação Ambiental Estratégica e ao Zoneamento Ecológico Econômico.

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Ainda em 2004 a Secretaria de Meio Ambiente do Estado condiciona o licenciamento de hidrelétricas a outorga prévia da água pela SUDERHSA.

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Em paralelo o CNEC segue forjando um estudo de impacto para o Projeto Mauá  que é entregue em janeiro de 2005 ao IAP. Apesar do descumprimento das duas normas anteriores inexplicavelmente o IAP aceita o documento.

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A Liga Ambiental ainda em maio de 2005 alerta o IAP sobre as omissões  e deficiências do estudos de impacto para Mauá. Nunca houve resposta sobre as denúncias.

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Entre junho e agosto de 2005 Liga Ambiental move 3 Ações Civis Públicas contra a SUDERHSA e a ANEEL (ver justiça ambiental).

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Em 11 de julho é realizado na UEL o II Seminário Barragens X Biodiversidade, no qual é criada a Frente para Proteção do Rio Tibagi - FPRT e divulgada a Carta de Londrina.

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Em 14 de julho o IAP inicia o segundo licenciamento ilegal publicando a entrada do estudo de impacto do Projeto Telêmaco Borba.

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No início de agosto a população de Tibagi realiza manifestação contra as barragens.

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O IAP ignora as denúncias  de ilegalidades , o alerta dos cientistas e as manifestações da sociedade civil promovendo audiências públicas em 05 e 06 de agosto de 2005.

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A Liga Ambiental exige complementações e esclarecimentos  para 59 questões  não abordadas no estudo de impacto forjado para o projeto Mauá. Também não recebeu resposta.

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Em 28 setembro a Liga Ambiental move a terceira Ação Civil Pública apontando ilegalidades nos processos de licenciamento no rio Tibagi. Desta vez processando o próprio IAP.