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Durante os últimos dez anos, os cidadãos que hoje compõem a Liga Ambiental tentaram sensibilizar políticos, empresas e órgãos públicos, sobre os graves impactos socioambientais relacionados aos projetos de grandes barragens no rio Tibagi.
Nessa luta, primaram pela postura diplomática, buscando o contato pessoal e a formalização de suas posições, apresentando na esfera administrativa seus questionamentos e informações científicas para todas as instituições responsáveis pela tomada de decisões sobre a construção dessas barragens.
Entre essas instituições estão: Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Paraná (SEMA), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Conselho Estadual de Meio Ambiente do Paraná (CEMA), Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Paraná (CERH), Supeintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos do Paraná (SUDERHSA), Comitê de Bacia do Rio Tibagi, Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Companhia Paranaense de Energia (COPEL), CNEC Engenharia, Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba, Prefeitura Municipal de Tibagi, Prefeitura Municipal de Ortigueira e Ouvidoria Geral do Estado do Paraná.
Diante da indiferença e/ou negligência da maioria desses órgãos, do comprometimento do futuro das populações atingidas e da perda irreversível da área de megabiodiversidade do rio Tibagi, os cidadãos que atuam na Liga Ambiental decidiram ajuizar ações na justiça, bem como levar ao conhecimento público os desmandos e ilegalidades cometidos ao longo desses dez anos.
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